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Cultura/Eventos

Festival aposta no cinema para despertar novos ambientalistas nas escolas públicas do Estado

Em maio, quatro cidades capixabas recebem o Cine.Ema Itinerante: sessões de cinema nacional em escolas públicas que transformam a sala de aula num espaço de debate sobre meio ambiente e cultura.

Publicada em 13/05/26 às 21:26h - 29 visualizações

Assessoria de Comunicação


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Festival aposta no cinema para despertar novos ambientalistas nas escolas públicas do Estado
Cinema para incentivar ambientalistas nas escolas  (Foto: Divulgação)

Nem todo estudante consegue ir ao cinema, mas em maio, o cinema vai até eles. Especialmente onde as grandes telas chegam raramente. O Cine.Ema Itinerante vai percorrer escolas públicas de Aracruz, Serra, Cachoeiro de Itapemirim e Vila Velha com sessões de filmes brasileiros, bate-papos e oficinas que colocam o debate ambiental no centro da sala de aula e abrem a possibilidade de despertar uma nova geração de ambientalistas e realizadores audiovisuais que aprende a enxergar o lugar onde vive com outros olhos. 


A programação reúne títulos que já passaram pelas telas do Festival Cine.Ema em suas 11 edições.  O festival estará em Aracruz nos dias 11 a 14 de maio, segue para Serra no dia 14, chega a Cachoeiro de Itapemirim no dia 18 e encerra a itinerância em Vila Velha em data a confirmar. Ao todo, a ação vai impactar aproximadamente 2.500 estudantes de cidades com histórias, ecossistemas e desafios ambientais muito diferentes entre si, o que torna o debate ainda mais rico.


O projeto ocorre num momento em que a crise climática deixou de ser uma abstração do futuro para se tornar realidade do presente. Eventos extremos, perda de biodiversidade e a aceleração do aquecimento global impõem uma urgência que o sistema educacional ainda busca maneiras de incorporar ao cotidiano das salas de aula. O Cine.Ema Itinerante propõe usar o poder narrativo do cinema para tornar esse debate acessível, humano e transformador.


"A gente leva o telão até os alunos dentro da escola, dentro da rotina deles, com filmes que são caras do Brasil, histórias que muitas vezes se assemelham à realidade que eles vivem. Na conversa depois do filme, o ambiental deixa de ser assunto distante, de documentário, e passa a ser percebido como parte da vida deles", destacou o diretor geral da Caju Produções, Vinicius Silva.


Além da pauta ambiental, o projeto aposta na valorização do cinema brasileiro. Os filmes selecionados são produções nacionais que mostram aos estudantes que existe uma cinematografia feita aqui, sobre temas que dizem respeito a eles, territórios, comunidades, biodiversidade, povos e histórias que habitam o mesmo país que eles habitam. “É também uma oportunidade de perceber que essa realidade que eles conhecem de cor pode sim virar filme. Com estética e linguagem próprias na tela grande”, complementa Vinicius.


O Festival Cine.Ema nasceu em 2015, em Burarama, distrito de Cachoeiro de Itapemirim, batizado pela Pedra da Ema, formação rochosa que às 15h projeta uma sombra em formato de ema. Desde então, percorreu diversos municípios capixabas, ganhou alcance nacional com sua mostra online e constrói ano a ano a ideia de que o ambiental está presente em todos os aspectos das nossas vidas, sendo parte essencial das narrativas cinematográficas.


O Cine.Ema Itinerante (11º Cine.Ema – Festival Nacional de Cinema Ambiental do Espírito Santo – Itinerância) tem o patrocínio da TAG e é uma realização da Caju Produções e da Secretaria Estadual da Cultura (Secult-ES), Governo do Espírito Santo, por meio da Lei de Incentivo à Cultura Capixaba (LICC).


Filmes Selecionados:

A Nave Que Nunca Pousa, de Ellen Morais (híbrido, 15’, 10 anos, 2024, PB)

Ciranda Feiticeira, de Tiago Delácio e Lula Gonzaga (animação, 8’, livre, PE, 2023)

Lagrimar, de Paula Vanina (animação, 13’58”, livre, 2024, RN)

Nada, Nadador!, de Alunos do Projeto Animação – Instituto Marlin Azul (animação, 15’, livre, 2015, ES)

Nonna, de Maria Augusta V. Nunes (animação, 10’31”, livre, SC, 2021)

Odoyá, de Cristhyane Ribeiro e Victor Cayres (animação, 14’35”, 10 anos, BA, 2022)

O T-Rex e a Pedra Lascada, de Luã Ériclis (ficção, 16’27”, livre, ES, 2023)

Plantae, de Guilherme Gehr (animação, 10’23”, livre, 2017, RJ)

Só Rezando…, de Alunos da Escola Municipal Dionisia Batista da Silva e Projeto Animação - Instituto Marlin Azul (animação/documentário, 14’30”, livre, 2023, ES/RN)


PROGRAMAÇÃO:

Aracruz

Oficina de Fotografia | 11 a 14 de maio | CEEMTI Monsenhor Guilherme Schmitz


Serra

Sessão de Cinema + Bate-Papo | 14 de maio | EMEF Prof. Maria Istela Modenesi


Cachoeiro de Itapemirim

Oficina de Vídeo | 18 a 21 de maio | Instituto Rochativa

Sessão de Cinema + Bate-papo | 20 de maio | EEEFM Wilson Resende


Com informações da Assessoria de Comunicação do Projeto Cine.Ema





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