Terça-feira, 12 de Novembro de 2019
Brasil

Ex-combatente da Segunda Guerra é enterrado em Santa Cruz

Publicada em 10/10/19 às 18:09h - 328 visualizações

por Jornal Voz do Piraqueaçu


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Os expedicionários eram conhecidos como 'cobras fumantes'  (Foto: Divulgação - Google)

A Força Expedicionária Brasileira teve a “baixa” de mais um ex-combatente da Segunda Guerra Mundial. Foi enterrado nesta quinta-feira (10 de outubro), em Santa Cruz, distrito de Aracruz, o tenente Jeremias Caetano, aos 96 anos, que era um dos cinco expedicionários do município.


O ex-combatente estava hospitalizado em Colatina e na última quarta-feira, às 14h30, ele faleceu entre familiares.


No final da Segunda Guerra Mundial, Jeremias Caetano foi convocado para integrar as forças militares do Brasil para ficar de prontidão e posteriormente combater na Itália. 


Em um rápido bate-papo com a reportagem da Voz do Piraqueaçu, em 2018, o tenente contou que seria enviado para a Batalha de Monte Castello, no Norte da Itália, em 1945. Mas antes disso, a guerra acabou. 


A história do expedicionário foi contada diversas vezes aos seus amigos mais próximos. Quem teve a oportunidade de conhecê-lo sabia de seu orgulho de ter pertencido à Força Expedicionária Brasileira (FEB)

 

Antes de seu sepultamento, na manhã desta quinta-feira, o tenente Jeremias Caetano foi homenageado.



CANÇÃO DO EXPEDICIONÁRIO

Exército Brasileiro


Você sabe de onde eu venho?

Venho do morro, do Engenho

Das selvas, dos cafezais

Da boa terra do coco

Da choupana onde um é pouco

Dois é bom, três é demais

Venho das praias sedosas

Das montanhas alterosas

Do pampa, do seringal

Das margens crespas dos rios

Dos verdes mares bravios

Da minha terra Natal

Por mais terras que eu percorra

Não permita Deus que eu morra

Sem que volte para lá

Sem que leve por divisa

Esse V que simboliza

A vitória que virá

Nossa vitória final

Que é a mira do meu fuzil

A ração do meu bornal

A água do meu cantil

As asas do meu ideal

A glória do meu Brasil


Eu venho da minha terra

Da casa branca da serra

E do luar do meu sertão

Venho da minha Maria

Cujo nome principia

Na palma da minha mão

Braços mornos de Moema

Lábios de mel de Iracema

Estendidos para mim

Ó minha terra querida

Da Senhora Aparecida

E do Senhor do Bonfim!


Por mais terras que eu percorra

Não permita Deus que eu morra

Sem que volte para lá

Sem que leve por divisa

Esse V que simboliza

A vitória que virá

Nossa vitória final

Que é a mira do meu fuzil

A ração do meu bornal

A água do meu cantil

As asas do meu ideal

A glória do meu Brasil

Você sabe de onde eu venho?

E de uma Pátria que eu tenho

No bôjo do meu violão

Que de viver em meu peito

Foi até tomando jeito

De um enorme coração

Deixei lá atrás meu terreno

Meu limão, meu limoeiro

Meu pé de jacaranda

Minha casa pequenina

Lá no alto da colina

Onde canta o sabiá


Por mais terras que eu percorra

Não permita Deus que eu morra

Sem que volte para lá

Sem que leve por divisa

Esse V que simboliza

A vitória que virá

Nossa vitória final

Que é a mira do meu fuzil

A ração do meu bornal

A água do meu cantil

As asas do meu ideal

A glória do meu Brasil


Venho de além desse monte

Que ainda azula no horizonte

Onde o nosso amor nasceu

Do rancho que tinha ao lado

Um coqueiro que, coitado

De saudade já morreu

Venho do verde mais belo

Do mais dourado amarelo

Do azul mais cheio de luz

Cheio de estrelas prateadas

Que se ajoelham deslumbradas

Fazendo o sinal da cruz!


Por mais terras que eu percorra

Não permita Deus que eu morra

Sem que volte para lá

Sem que leve por divisa

Esse V que simboliza

A vitória que virá

Nossa vitória final

Que é a mira do meu fuzil

A ração do meu bornal

A água do meu cantil

As asas do meu ideal

A glória do meu Brasil





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