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Relatos emocionantes e discursos incisivos marcaram o Ato ‘Levante Mulheres Vivas’

Manifestação ocupou a Praça Araceli, na Praia de Camburi, e o combate ao feminicídio deu o tom dos diversos discursos.

Publicada em 07/12/25 às 22:04h - 125 visualizações

Jornal Voz do Piraqueaçu


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Relatos emocionantes e discursos incisivos marcaram o Ato ‘Levante Mulheres Vivas’
Cenas do Levante Mulheres Vivas  (Foto: Jornal Voz do Piraqueaçu)

O combate à violência contra as mulheres contou com discursos ora emocionados, ora contundentes por parte das participantes do ato “Levante Mulheres Vivas”, que aconteceu neste domingo (7 de dezembro), com início na Praça Araceli, e caminhada  no calçadão da Praia de Camburi.


Alguns relatos de violência vivida foram tão detalhadamente contados que chegaram a arrancar lágrimas de quem as ouvia.


“Não deixe de procurar ajuda. Seja ajuda de uma vizinha, de uma comerciante, seja de quem for. Não deixe de buscar socorro. Hoje estou aqui porque tive quem me ouviu, hoje estou aqui para dizer que estou presente. Mas poderia não estar se não tivesse buscado ajuda”, contou uma das manifestantes.


Para a deputada estadual Iriny Lopes (PT), é necessário que se estabeleça políticas públicas de combate à violência.


“Cada município, cada estado precisa ter um órgão de política para mulheres, de preferência uma secretaria. Mas uma secretaria com orçamento”, assinalou a parlamentar.


Já a vereadora de Vitória Karla Coser (PT), acredita que a legislação brasileira contempla essa pauta, porém o que falta, na opinião dela, é a efetivação.


“No papel, a lei é muito bonita, mas ela ainda não se consolidou. Precisamos melhorar a aplicação da Lei Maria da Penha, precisamos melhorar os serviços de justiça, o serviço da polícia, o serviço da assistência social. Recebemos relatos de mulheres que buscam delegacia e que lá perguntam se elas realmente querem prestar queixa. Isso não pode acontecer. Nós precisamos que os poderes institucionais não sejam instrumentos de revitimização das mulheres”, destacou Karla Coser.


Ato em favor da vidas das mulheres

Quem também compareceu ao ato foi a deputada estadual Camila Valadão (PSOL).


“É triste que a gente ainda precise se levantar contra o feminicídio, contra a violência que acontece contra as mulheres, contra as meninas, que acontece em todos os espaços. Hoje estamos aqui, mais uma vez, denunciando que o machismo mata, cobrando políticas públicas, investimento e responsabilização daqueles que hoje contribuem com esse quadro de epidemia de feminicídio e de violências que a gente tem no nosso país. Infelizmente, o discurso misógino, de ódio tem circulado livremente nas redes sociais”, lamentou a deputada estadual.


A antropóloga Geovana Tabachi Silva, professora da Universidade Federal Fluminense (UFF), presente ao ato deste domingo, também fez uma análise da importância de um movimento como o que aconteceu na Praia de Camburi.


“Considero um ato extremamente relevante. Precisamos estar mais nas ruas para falar daquilo que nos incomoda, mas que incomoda não no nível pessoal. Temos que falar no nível coletivo. O melhor lugar para falar de nossas existências e de nossas resistências e dores é o espaço público. A melhor escolha do lugar hoje, a Praça Araceli, é muito simbólica. É muito importante, embora tenha demorado 50 anos para um espaço na cidade ter o nome dela”, 





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